segunda-feira, 4 de maio de 2015

Cuidados no Reaproveitamento da Água da Chuva!!!


Coleta de água da chuva
Apesar de ser uma técnica relativamente simples, o aproveitamento de água da chuva possui requisitos mínimos que devem ser respeitados para garantir o funcionamento do sistema e, principalmente, para assegurar a qualidade dos volumes coletados.
O telhado ou a laje de cobertura da edificação funcionam como área de captação. "Jamais deve-se fazer a captação a partir de pisos", explica o pesquisador Luciano Zanella, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT).
Calhas e tubos direcionam facilmente as águas até um reservatório, mas é preciso prever um sistema de tratamento, cuja complexidade vai depender dos usos pretendidos.
Em alguns casos, pode-se pensar em uma rede de distribuição da água para pontos de consumo de água não potável, caso das bacias sanitárias. Em edificações já construídas, entretanto, é indicado optar por sistemas simplificados, uma vez que o custo de novas instalações hidráulicas prejudicará a viabilidade financeira do projeto.
Dois aspectos não podem ser ignorados: o espaço disponível para a instalação do reservatório e, quando a intenção for instalá-lo sobre a laje de cobertura, a capacidade da estrutura para suportar o peso adicional. "A carga extra de um reservatório cheio de água pode não ser suportada por alguns tipos de construção", ressalta Zanella.
A capacidade de reservação deve levar em conta a demanda por água não potável. O número de usuários e seus hábitos de consumo, além das diversas aplicações que essa água pode ter na edificação, como limpeza de pisos e rega de jardins, também precisam ser levados em conta.
Tratamento da água de chuva
É imprescindível, alertam os pesquisadores do IPT, desprezar as primeiras chuvas. São elas que vão arrastar os poluentes presentes no ar e lavar a sujeira acumulada na área de captação. As recomendações técnicas indicam um descarte em torno de um a dois litros de água da primeira chuva para cada metro quadrado de telhado. Assim, se a cobertura tem 20 metros quadrados, é necessário desconsiderar um volume entre 20 e 40 litros.
Um sistema mínimo de tratamento das águas pluviais envolve não somente o descarte das primeiras águas, mas a remoção dos sólidos, como folhas, galhos e areia, por meio da utilização de filtro ou tela. "É recomendada a desinfecção com compostos de cloro, quando existir a possibilidade de contato da água com a pele do usuário ou quando o tempo de armazenamento for longo," esclarece o pesquisador Wolney Castilho Alves.
Sistemas permanentes de aproveitamento da água da chuva, instalados com o objetivo de suplementar o abastecimento para fins não potáveis, demandam sistemas mais complexos de tratamento. É possível encontrar no mercado filtros e componentes de desinfecção que devem ser empregados nesses casos. É exigido, para sistemas de uso integrados à edificação, um projeto elaborado por profissional devidamente habilitado.
Armazenamento de água
A qualidade da água está diretamente relacionada com o seu armazenamento. Por isso, é fundamental manter o reservatório com tampa e com quaisquer aberturas fechadas para evitar a proliferação de mosquitos ou mesmo a contaminação da água pela entrada de ratos ou insetos.
Além disso, o reservatório deve ser protegido de impactos e da luz solar, e também se deve prever uma saída de fundo no reservatório que propicie sua limpeza, quando for necessária. Os pesquisadores do IPT alertam ainda para a importância de manter o reservatório longe do acesso de crianças para evitar acidentes.
O mais comum é utilizar a água de chuva para a rega de jardins e plantações, lavagem de carros e pisos e também em descargas de bacias sanitárias. Em condições anormais de abastecimento, desde que se mantenha a forma adequada de coleta, tratamento e armazenamento, é possível considerar o uso para lavagem de roupas, louças e para o banho.
FONTE: Com informações do IPT - 25/02/2015

Concreto que Inova!!!

Em Santiago do Chile, monólito de concreto tem arquitetura sólida, imponente e atemporal!!!








A arquitetura chilena tem se destacado por desenvolver verdadeiros ícones urbanos. Seja pelo talento de seus arquitetos, seja por uma necessidade de transpor os riscos geofísicos constantes, como tremores de terra, o fato é que seus produtos têm revelado não apenas enorme solidez e segurança, como também muita criatividade e beleza.
É assim o Centro de Inovação Anacleto Angelini, em Santiago, assinado por Alejandro Aravena, diretor do escritório Elemental. O arranha-céu fica em zona comercial, e aparece como imensa caixa-forte de concreto armado aparente.
Seus recortes volumétricos, o uso recuado de fechamentos em vidro e uma cobertura metálica de fachada contribuem para a percepção visual de um edifício exclusivamente de concreto.
O cliente queria um centro de inovação de aparência contemporânea. Resultado de uma parceria entre empresas privadas no Chile e a Pontifícia Universidade Católica, seus andares serviriam de abrigo a empresas incubadas - o que só reforçou a ideia de relacionar a arquitetura à criatividade científica, para desenvolver o conceito.
Por outro lado, seguir na contramão dos grandes edifícios comerciais envidraçados parecia uma grande vantagem térmica, em país tropical, principalmente onde o calor é desértico:
“As torres de vidro têm apresentado sérios problemas de efeito estufa e aumento dos custos com refrigeração de ar”, diz o projetista. A solução foi deslocar a massa do edifício para seu perímetro, recuando planos de vidro para evitar radiação solar direta, e permitir ventilação cruzada. Ao fazer isso, passou-se de 120 kw/m²/ano (consumo de uma típica torre de vidro no Chile) para apenas 45 kw/m²/ano gastos com a refrigeração.
“Com a massa deslocada para o perímetro em concreto, foi o núcleo do edifício que ficou aberto e permeável”, diz. Além da eficiência térmica, a fachada opaca ajuda a filtrar a luz muito forte, dispensando o uso de cortinas e persianas nos ambientes internos.
“Geometria rigorosa e materialidade monolítica foram os meios que utilizamos para substituir o modismo pela atemporalidade. O Centro de Inovação é um prédio de arquitetura que, com o passar do tempo, não se tornará obsoleta”.
FONTE: Mapa da Obra