terça-feira, 16 de setembro de 2014

Vem aí a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2014 - SNCT !!!

Entre os dias 13 e 17 de Outubro de 2014, o Instituto Federal de Sergipe (IFS) realizará a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2014 (SNCT). O evento, que vai acontecer Centro de Convenções de Sergipe ( CIC), tem o objetivo de mobilizar a população em torno de temas e atividades de Ciência e Tecnologia, promovendo debates e trocas de experiências e conhecimentos sobre o estabelecimento das relações entre 'Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social. Maiores informações e Inscrição no Link:http://publicacoes.ifs.edu.br/index.php


domingo, 7 de setembro de 2014

O Papel da Engenharia no Desenvolvimento Sustentável

A expressão Desenvolvimento Sustentável vêm sendo utilizada de diversas formas, na promoção do que se espera ser uma grande evolução da humanidade. Há alguns anos atrás esta expressão, além das prerrogativas associadas a ela, foi determinada por meio de diversas reuniões dos grupos de estudo no âmbito das Universidades e mesmo dos organismos da ONU. Uma comissão denominada Comissão de Brundtland foi criada, no intuito de formar grupos técnico/científicos que promovessem a compreensão dos efeitos da acelerada deterioração do meio ambiente e do esgotamento dos recursos naturais. Um relatório final foi publicado pela Oxford University em 1987, intitulado “Our Common Future”. Deste documento surge o que se pode chamar da definição mais completa e ampla de Desenvolvimento Sustentável, que trata exatamente da garantia de manter o desenvolvimento sem que se cause incapacidade de recursos para a perpetuação das próximas gerações. Esta definição é apoiada, segundo o relatório, em outros dois conceitos chave. Um deles trata as necessidades básicas para sobrevivência, priorizando políticas para os países mais pobres. O outro trata das limitações impostas ao crescimento das nações em geral, associadas principalmente ao estado de desenvolvimento tecnológico e de organização social em que se encontram. A abrangência das engenharias em todo mundo possibilita solucionar desde os pequenos até os grandes problemas, e ao mesmo tempo produz conhecimento que perpetua e prove soluções durante muitos anos, ou mesmo décadas. Neste aspecto uma nova necessidade na área de engenharia surge rapidamente, o que seria a aplicação da engenharia para atenuar os problemas trazidos pelas mudanças climáticas. São Paulo, por exemplo, teve aprovada recentemente a lei de mudanças climáticas, assim como a cidade do Rio de Janeiro. Ambas terão metas de redução de emissões, o que abrirá inúmeras oportunidades nas diversas áreas de engenharia, além do aumento de projetos nos moldes dos selos internacionais de gestão energética, e das soluções de equipamentos e sistemas eficientes em consumo de energia. Os acordos para redução das emissões de poluentes são, portanto, políticas de suma importância, uma vez que tem a premissa básica de associar valor à redução das emissões de poluentes ao redor do globo. Neste caso cabe avaliar os inúmeros projetos propostos à UNFCCC para a compensação das emissões no âmbito de protocolo de Kyoto. Estes projetos são escritos por grupos de engenheiros, pesquisadores, cientistas, todos com vasta experiência teórica e prática. Além destes, participam profissionais das indústrias de grande porte, que são os maiores emissores de poluentes, e que por sua vez precisam compensar estas emissões e contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias. Se dermos uma olhada na lista de projetos protocolados na UNFCCC, encontraremos inúmeros deles associados às questões de troca de combustíveis em plantas industriais, troca de caldeiras em processos de calor, eficiência em processos agrícolas, de Produção de Papel, Extração de Madeira, nos Modais de Transporte, na Produção de Alimentos, entre outros. E o papel do profissional de Engenharia nesse novo perfil de desenvolvimento? Com toda essa evolução nos conceitos de produção e consumo, principalmente com foco para a eficiência nos processos e na redução das emissões, é latente que os engenheiros possuem posição de destaque no Desenvolvimento Sustentável. Todas as modalidades de engenharia, além de economia e das inúmeras outras, são extremamente importantes para a compreensão destes novos conceitos já conhecidos e aplicados mundialmente. Neste caso, devemos difundir através dos mais diversos veículos de comunicação, a importância da educação para formação de bons engenheiros, comprometidos com o meio ambiente, e que consigam assimilar com mais profundidade as questões econômicas e sociais atreladas às inovações tecnológicas. Desenvolvimento Sustentável é praticamente intrínseco à função uma vez que ele concebe, projeta, cria e inova em diversos segmentos, sempre com a visão de longo prazo. Um bom exemplo é sem duvida o das grandes obras hidrelétricas, como a barragem de Itaipu, que foi reconhecida à época como grande obra da engenharia moderna, e até hoje prove grande parte de nossa energia, e orgulha a nós brasileiros com o titulo de maior Hidrelétrica do mundo em capacidade de geração anual. Enfim, para as indústrias e empresas que empregam engenheiros, o Desenvolvimento Sustentável é um objetivo fundamental a ser perseguido, tendo em vista as novas exigências do mercado globalizado. Certamente as chances de uma empresa prosperar são cada vez menores se ela não leva em conta os aspectos sustentáveis na sua corporação, e nestes aspectos devem estar bem claras as questões sociais, ambientais e econômicas, sendo que cabe aos engenheiros interpretar as inovações e garantir a correta aplicação daquilo que tange suas áreas de atuação.

Fonte:  Eng. Augusto Poliquezi -Curitiba, Paraná, Brasil. Retirado do site: http://pactoglobalcreapr.wordpress.com

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Aspectos Legais Antes de Construir

Para construir um edifício, de qualquer porte, alguns trâmites legais devem ser seguidos e estes vão desde a escolha do lote até o processo de averbação (mudança do lote da situação de terreno para edificação). Para esses trâmites existe uma legislação e esta varia de acordo com o local, entretanto alguns aspectos mais amplos não variam.

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O primeiro passo refere-se à escolha do loteamento e é importante nesta fase a presença de um engenheiro ou arquiteto que fique atento às questões contratuais do loteamento e ao Código de Edificações do município. Essas questões definem, por exemplo, o número de pavimentos, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento do terreno e adoção de recuos. Na fase de compra do terreno, é importante ficar atento a possível existência de projetos públicos que envolvam desapropriação parcial ou total, pois este processo não obedece aos valores de mercado.
Após a fase de compra e adequação dos planos à legislação que envolve o terreno deve-se definir a responsabilidade técnica do projeto, atribuída a engenheiros e arquitetos, cuja função é elaborar o projeto e acompanhar a execução do mesmo durante a obra. A fiscalização é feita pelo CREA e antes da obra começar é assinado, pelo engenheiro ou arquiteto, junto ao órgão a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART.
A fase de aprovação de projetos por parte da prefeitura contempla apenas o projeto arquitetônico junto à secretaria de urbanismo da cidade. Os demais projetos como o hidráulico, elétrico e estrutural não necessitam de aprovação da prefeitura e a única exigência é que sejam executados por profissional competente.
Com a aprovação do projeto e o pagamento das taxas o órgão responsável libera o Alvará de Construção que permite a execução da obra. Este alvará tem prazo de validade para o término da construção que varia de cidade para cidade. Caso o tempo seja extrapolado, deve-se verificar junto à prefeitura uma possível renovação com atenção a possíveis mudanças de leis.
Concluída a obra, é gerado pelo órgão competente da prefeitura o Habite-se ou Certificado de Vistoria e Liberação da Obra que, como o nome sugere, atesta a execução da obra de acordo com o que foi aprovado no projeto. Quanto aos impostos, estes mudam de acordo com o tamanho da obra. Para edificações abaixo de 70m² é solicitado ao INSS uma Certidão Negativa de Débitos – CND, já para construções maiores é necessário que no inicio da obra seja registrado uma matricula junto ao INSS para a geração de impostos durante a obra e ao final é necessário que a Receita Federal emita um documento informando os dividendos a serem quitados para a emissão da CND.
Com todas estas concluídas a construção pode ser averbada junto ao registro de imóveis, assim onde havia um terreno registrado, após esta etapa, haverá um imóvel e o empreendimento estará finalmente regularizado.

Fontes: pini, fórumdaconstrução