A expressão Desenvolvimento Sustentável vêm sendo utilizada de diversas
formas, na promoção do que se espera ser uma grande evolução da
humanidade. Há alguns anos atrás esta expressão, além das prerrogativas
associadas a ela, foi determinada por meio de diversas reuniões dos
grupos de estudo no âmbito das Universidades e mesmo dos organismos da
ONU. Uma comissão denominada Comissão de Brundtland foi criada, no
intuito de formar grupos técnico/científicos que promovessem a
compreensão dos efeitos da acelerada deterioração do meio ambiente e do
esgotamento dos recursos naturais. Um relatório final foi publicado pela
Oxford University em 1987, intitulado “Our Common Future”. Deste
documento surge o que se pode chamar da definição mais completa e ampla
de Desenvolvimento Sustentável, que trata exatamente da garantia de
manter o desenvolvimento sem que se cause incapacidade de recursos para a
perpetuação das próximas gerações. Esta definição é apoiada, segundo o
relatório, em outros dois conceitos chave. Um deles trata as
necessidades básicas para sobrevivência, priorizando políticas para os
países mais pobres. O outro trata das limitações impostas ao crescimento
das nações em geral,
associadas principalmente ao estado de desenvolvimento tecnológico e de
organização social em que se encontram. A abrangência das engenharias
em todo mundo possibilita solucionar desde os pequenos até os grandes
problemas, e ao mesmo tempo produz conhecimento que perpetua e prove
soluções durante muitos anos, ou mesmo décadas. Neste aspecto uma nova
necessidade na área de engenharia surge rapidamente, o que seria a
aplicação da engenharia para atenuar os problemas trazidos pelas
mudanças climáticas. São Paulo, por exemplo, teve aprovada recentemente a
lei de mudanças climáticas, assim como a cidade do Rio de Janeiro.
Ambas terão metas de redução de emissões, o que abrirá inúmeras
oportunidades nas diversas áreas de engenharia, além do aumento de
projetos nos moldes dos selos internacionais de gestão energética, e das
soluções de equipamentos e sistemas eficientes em consumo de energia.
Os acordos para redução das emissões de poluentes são, portanto,
políticas de suma importância, uma vez que tem a premissa básica de
associar valor à redução das emissões de poluentes ao redor do globo.
Neste caso cabe avaliar os inúmeros projetos propostos à UNFCCC para a
compensação das emissões no âmbito de protocolo de Kyoto. Estes projetos
são escritos por grupos de engenheiros, pesquisadores, cientistas,
todos com vasta experiência teórica e prática. Além destes, participam
profissionais das indústrias de grande porte, que são os maiores
emissores de poluentes, e que por sua vez precisam compensar estas
emissões e contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias. Se
dermos uma olhada na lista de projetos protocolados na UNFCCC,
encontraremos inúmeros deles associados às questões de troca de
combustíveis em plantas industriais, troca de caldeiras em processos de
calor, eficiência em processos agrícolas, de Produção de Papel, Extração
de Madeira, nos Modais de Transporte, na Produção de Alimentos, entre
outros. E o papel do profissional de Engenharia nesse novo perfil de
desenvolvimento? Com toda essa evolução nos conceitos de produção e
consumo, principalmente com foco para a eficiência nos processos e na
redução das emissões, é latente que os engenheiros possuem posição de
destaque no Desenvolvimento Sustentável. Todas as modalidades de
engenharia, além de economia e das inúmeras outras, são extremamente
importantes para a compreensão destes novos conceitos já conhecidos e
aplicados mundialmente. Neste caso, devemos difundir através dos mais
diversos veículos de comunicação, a importância da educação para
formação de bons engenheiros, comprometidos com o meio ambiente, e que
consigam assimilar com mais profundidade as questões econômicas e
sociais atreladas às inovações tecnológicas.
Desenvolvimento Sustentável é praticamente intrínseco à função uma vez
que ele concebe, projeta, cria e inova em diversos segmentos, sempre com
a visão de longo prazo. Um bom exemplo é sem duvida o das grandes obras
hidrelétricas, como a barragem de Itaipu, que foi reconhecida à época
como grande obra da engenharia moderna, e até hoje prove grande parte de
nossa energia, e orgulha a nós brasileiros com o titulo de maior
Hidrelétrica do mundo em capacidade de geração anual. Enfim, para as
indústrias e empresas que empregam engenheiros, o Desenvolvimento
Sustentável é um objetivo fundamental a ser perseguido, tendo em vista
as novas exigências do mercado globalizado. Certamente as chances de uma
empresa prosperar são cada vez menores se ela não leva em conta os
aspectos sustentáveis na sua corporação, e nestes aspectos devem estar
bem claras as questões sociais, ambientais e econômicas, sendo que cabe
aos engenheiros interpretar as inovações e garantir a correta aplicação
daquilo que tange suas áreas de atuação.
Fonte: Eng. Augusto Poliquezi -Curitiba, Paraná, Brasil. Retirado do site: http://pactoglobalcreapr.wordpress.com
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